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"In the moment when I truly understand my enemy, understand him well enough to defeat him, then in that very moment I also love him. I think it’s impossible to really understand somebody, what they want, what they believe, and not love them the way they love themselves. And then, in that very moment when I love them…. I destroy them."

- Orson Scott Card, Ender’s Game
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Hoje, revirando alguns papéis, encontrei velhos poemas ingênuos que eu fizera na adolescência, declarando um amor platônico. A pessoa a quem eu direcionara esses sentimentos jamais soube do que escrevera, apesar de ter reconhecido o meu desejo, negando-o. Tanta bobagem, mas significativa:

 

Minha Estrela

Ali está em todo seu esplendor.
Hipnotiza, desperta-me desejo, leva-me à loucura!
Porém, de tão divinas sua natureza e seu brilho longínquo,
Inalcançável é às minhas mãos mortais.

Lá vem você de novo, com todo seu encanto,
A estrela dançante cuja beleza me aprisiona,
Mais uma vez me envolve no engano.

Engano? Inalcançável? Como pode ser tão cruel o amor?
Ainda sonho com o dia que se torne cadente,
Minha estrela, meu amor.

 

Ó Estrela

Como podes negar o meu amor?
És uma estrela sem calor?
Ou foges do encanto
Pois tens medo de pranto?

Não deixes que domine em ti o receio.
Esqueças o medo, entrega-te ao encanto
E verás a verdade: amo-te tanto.

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Eterno?

Estou eu aqui novamente 
A escrever para ti eternamente.

A cada verso meu, tão sinceros,
Escuto a tua voz os lendo, linda voz encantadora.

Tão linda, que daria minha visão por ti,
Pois até cego amaria-te, tendo na memória
Uma única imagem tua, bela imagem divina.

Tão bela, que aceitaria jamais tocar-te
Se tivesse a dádiva de ver teu sorriso acontecendo
Dia após dia, apenas por me ver com teus olhos,
Maravilhosos olhos hipnotizantes.

Tão maravilhosos, que parece dispensável
Minha vontade de sentir teu cabelo
Ao passar-te a mão no rosto,
Bonito rosto angelical.

Tão bonito, que…
Estarei eu aqui eternamente
A escrever para ti novamente.

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Somente Espinhos

Rosa que almejo, por quê?
Por que ainda estendo a mão para ti
Quando sei que teus espinhos sutis
Me encravarão o coração?

Por que ainda vejo em ti
Somente a beleza e o perfume?!
Por que eu mesmo já não mato
A esperança que se diz
Tão persistente dentro de mim?

Por que negar ainda mais o fato
De que de ti só terei o pranto?

Mas lá vens outra vez me atender.
Disfarças-te por entre as pétalas
Para que mais uma vez eu possa sentir
O amargo do teu gume me corroer.

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Engraçado como duas pessoas de mesmo nome podem ser tão contrastantes entre si e, ainda, tão diferentes também de mim. Por uma obra cômica do destino, meu caminho se entrelaçou com os delas, cada um em seus momentos, intercalados.

Ainda assim, surgiram afetos em mim por essas personalidades opostas. Uma focada, destemida e da mais bela bondade, levou-me a instâncias calorosas de completude de uma paixão. A outra serelepe, resiliente, mas dúbia; fria — semelhante a uma terceira, ainda que esta movida por uma causa totalmente diferente —, porém perspicaz em suas observações.

Vejo que minha dessensibilização recente se prova falsa, ao menos em sua natureza involuntária, visto que minha essência é — e sempre foi —, na verdade, cheia de fervor. O que acontece agora é o desejo da redução da sensibilidade, já que fragilidades se expõem quando vivo minhas verdades intrínsecas.

Acredito que o meu autocontrole se fortalece, apesar das — ou devido às — desventuras emocionais. O velho véu de sutilezas, que há tempos não cito, ultrapassa o simples disfarce da escrita — que, aliás, nem é tanto — e insere-se nos jogos de sedução, nos embates de egos.

Entretanto, parece que insisto em remover esse véu — e de forma mais ampla como antes. Meu espírito grita por uma abertura sincera e inviável, mas eu o abafo para que ele não seja ouvido por aqueles que só o querem devorar, enquanto os que desejam desfrutá-lo reciprocamente se encafifam com o mesmo dilema.

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Fonte: zodiacchic
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"A felicidade aparece para aqueles que reconhecem a importância das pessoas que passam em nossa vida."

- Clarice Lispector
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"A mente é vulnerável ao clichê e ao preconceito, porque ambos a dispensam de pensar."

- Bráulio Tavares
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E com o frio da estação, vem também um frio no meu coração. Coincidência adequada, já que, como prefiro o calor da paixão, também admiro mais a vivacidade do verão.

Mas, assim como eu não sou senhor do tempo, meus sentimentos não são comandados ao meu capricho, são? Pelo menos esse é o legado que me fica do belo colosso gélido que falhei em escalar e esquentar

Os tempos de indiferença emocional que eu tanto temia vêm à tona gradativamente, crescentemente e impõem sua presença com mais força a cada nova experiência. Sonhar com amor se torna cada vez menos deslumbrante e o coração não mais ferve heroicamente. As queimaduras ensinam, mas insensibilizam.

Encanto-me com pedaços de mim mesmo por aí, mas não mais me perco no vazio de uma paixão, nem arrisco mais encontrar a completude de uma paixão. Esse comportamento agora não é mais espontâneo.

Minha sinceridade vai sendo amenizada e encaixada nos moldes do sutil embate de egos que toma o jogo da sedução. Indago se essa mudança toda não seja algo positivo — um amadurecimento? Mesmo que seja, ainda me desagrada me perder de mim mesmo e não mais me entregar indubitavelmente a encantos oníricos.

Não me sentencio eternamente à indiferença, mas evidencio essa troca marcante. No momento, constato — sem sentir  uma perda, um esfriamento, uma libertação involuntária, tirando de mim certas fantasias que se desgastaram de tanto falharem.

O que fazer agora? Esperar? Ou agir? Já tomei tantas atitudes, em vão, que repetir, insistir já me cansa a mente, assim como uma criança se aborrece em pensar que terá dever de casa, logo depois de ter concluído um grande trabalho escolar cuja nota foi baixa apesar do esforço.

Esperar me amedronta também, porque já vivi o niilismo e sei que aguardar não rende frutos, mas buscar exige paciência. Escolhi, então, experimentar sem absorver. Desvinculei prazeres de emoções, que agora estão retidas indeterminadamente.

O estranho é que eu não queria pra mim esse clichê de reserva egocêntrica motivada por traumas. Meu maior desejo sempre foi abertura e entrega sinceras, idealizar paixões. Acho que já esgotei isso de mim. Talvez a simplicidade seja o caminho, mas sempre ficará a vontade de sonhar outra vez, só não cederei mais a isso com grande alegria inquestionável, simplesmente porque não sou mais capaz.

Ficarei, por enquanto, no escuro

Try to stay desensitized
Keep my feelings out of mind
My body won’t be denied
Never took this road before
Love was always at the core
Of anyone I’ve been with before
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Sim, o tempo de descarga sentimental voltou e cá estou outra vez, imerso em sensações intensas novamente.

Meu modo de comportamento romântico, idealizador, ferve e grita insaciavelmente entre períodos oscilatórios, induzidos numa tentativa remediadora. Mas a adequação é em vão.

Como um vício incontrolável, meu desejo, tão específico e decidido, não se desliga, simplesmente porque ele é meu todo, minha essência, meu objetivo.

Talvez a aventura do difícil me anime. Será mesmo que nada mais me agradaria se o fácil fosse o impossível e o desafio o prêmio? Bobagem! Amor bom não é amor fácil? Mas se é fácil, simples e mundano, meu espírito não ascende. Minha motivação não é capaz de se estabelecer em perseguir o que me é dado, mas apenas naquilo que me deslumbra, independentemente, triunfante em sua natureza única e sólida.

Desta vez, é tão sólida como o gelo, engessada, mas curiosa, ao meu ver. Forte, mas acuado, você é um belo colosso gélido que teme o movimento próprio, por ver em cada passo seu uma avalanche. Eu contemplo sua existência humilde, mas imponente, ao me deixar impotente diante de tamanho frio.

Permaneço, aguardando seu degelo, ansioso, ateando fogueiras, logo apagadas por seu sopro gentil. Fico indagando, então, em como e se devo movê-lo, querendo nada mais que apenas senti-lo, esquenta-lo, reanimá-lo de sua indiferença provinda de uma grande dor. O fogo pode esquentar, sem queimar…

And let’s join forces
We’ve got our guns and horses
I know you’ve been burnt
But every fire is a lesson learnt

I left my house
Left my clothes
Door wide open
Heaven knows
You’re so worth it, you are

But I wish I could feel it all for you
I wish I could be it all for you
If I could erase the pain
And maybe you’d feel the same
I’d do it all for you
I would, I would, I would, I would, I would

 

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Enquanto um sentimento afortunado não borbulha ainda, outro infundado queima ocasionalmente ao delongar sua força remanescente. Por um lado, uma situação cujo sucesso potencial é perfeitamente reconhecido racionalmente. Por outro, uma emoção insustentável, irracional, perdurando indevidamente.

Espere: calma, controle, serenidade, paciência, esperança. Não mais pelo caminho da explosão, nem da implosão, devo me deixar guiar. Sequência, determinação, humildade, satisfação, simplicidade, felicidade.

Devo seguir adiante, aceitar o que me é devido e não insistir no que não é, mas saber reconhecer qual é qual. Estou aqui, sentindo, mas também pensando…

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Em tão pouco tempo, apeguei-me a você. Com você, concretizei uma paixão cujas tentativas anteriores falhadas eu chorava há tempos. Encantei-me, surpreendentemente, com a sua simplicidade, ainda que seja, vez ou outra, paradoxal.

Nenhum capricho meu está acima de você. Pelo contrário, meu anseio por desbravamento de medos e inseguranças, por mais cômodo que seja a sua não realização imediata, não corrompe o que sinto por você.

Lembro-me do seu cheiro; da sua voz, deliciosa voz. São nítidos a sua graça, inconsciente; seu carinho, acuado; seu orgulho, fervoroso. Atraí-me, liguei-me a você, cegamente, inquestionavelmente. Nossa junção, contrastante ao extremo, sustenta-se misteriosamente, mas, ao mesmo tempo, excitantemente.

Trilhamos juntos um caminho de descobertas, ainda que cada um mais esclarecido quanto a coisas diferentes, que, espero eu, complementem-se.

Ao tentar lhe valorizar, confundo-me e acabo lhe desagradando. Renuncio sofridamente a princípios meus, heroicos, mas prejudiciais a você. Porém, concluo que não há perdas verdadeiras, e sim uma construção conjunta, que eu espero durar. Perdoe-me pelas falhas, ame-me pelas qualidades, não se solte dessa nossa ligação e vamos crescer juntos.

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zodiacchic:

ZodiacChic Post:Sagittarius

More or less, yes.

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ZodiacChic Post:Sagittarius

More or less, yes.

Fonte: zodiacchic
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E quando tudo aquilo que você queria se mostra suscetível a superação? E se não for realmente superação, mas indagação exaltada com a grama do vizinho? — Que é sempre mais verde anyway. — E, no meio disso tudo, circunstâncias tendenciosas. Como lutar contra tudo isso? Como saber pra que lado lutar? Como saber se só valorizarei depois de ter perdido ou se viverei sem conhecer algo que talvez me complete mais ainda?

Escolhas: sempre meu calcanhar de Aquiles. Valorizo imensamente todas as minhas posses, até aquelas que são pensamentos prejudiciais. É uma espécie de saudosismo prematuro que resulta em apego intenso. A desvinculação se torna dificílima assim.

Em meio a tudo isso, meu maior desejo é fugir das dores, mesmo sabendo que elas são inevitáveis. Mas que droga, as coisas na vida sempre acabam sendo uma troca, de um jeito ou de outro.

Talvez eu esteja movimentando emoções à toa. Porém, não posso negar que algo me aflige no momento. Pelo menos me encontro devidamente reinserido em meio ao meu véu de sutilezas, que está  espero eu  mascarando este assunto dentre ideias abstratas vagas, assim satisfazendo meu padrão paradoxal de expressão inexpressiva, embora movida agora pelo excesso e não mais pela ausência.

Ponderar é a solução, creio. Mas como me acalmar? Logo eu, que sou ansioso e intenso. Talvez um diferencial seja o fato de que não estou sozinho desta vez. Posso dialogar com aquele que está envolvido no meu dilema, não posso?

Ah, a paixão e suas complicações…

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Filme ÉPICO! Uma cena bem engraçada essa >.<

(via garotasgeeks)

Fonte: disneyyandmore
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Tumblr. Aqui, chorei dores. Aqui, cantei precipitadas paixões irrealizáveis. Aqui, expressei desejos, mas que agora são realidade. E estou pasmo com essa conquista.

Quis alguém imensamente e agora tenho. Desejei profundamente e consegui. Estou amando e sendo amado — claro, com os cuidados ao conceito prematuro de amor devidamente respeitados —, estou compartilhando, aventurando — de maneira diferente da qual idealizava, mas não pior —, estou conhecendo, admirando e sendo admirado, tudo numa troca perfeitamente recíproca.

Com o “prêmio” em mãos, algumas experiências não têm mais sentido. Surpreendentemente, mantive a intensidade sentimental. Não me anestesiei. Na verdade, continuei a apostar minha emoções, só que, desta vez, ganhei.

Às vezes, preciso verificar se não estou sonhando. Nos meus sonhos, aliás, você estende sua presença e prende meu olhar ao seu. E, assim — em meio a discurso clichê de apaixonado —, você me conquista e me envolve, transformando minhas aventuras embriagadas em vivências mundanas insignificantes pela sua ausência…